sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A paz do Senhor queridos co-herdeiros!


Hahah........co-herdeiros é da hora!

A musica é uma das formas mais maravilhosa de se expressar qualquer tipo de sentimento, seja amor, protesto, vontades, sonhos, fatos que aconteceram etc.
Davi era um cara bom em quase tudo, né galera? (menos no domínio próprio)... hahaha... zuera...
Imaginem só: frases escritas há quase 3000 anos por ele inspiram até hoje compositores a escrever belíssimas canções nos mais diversos ritmos e arranjos.
Quando estamos cheios do Espírito Santo nossas palavras já não são nossas, porém do Espírito. Davi era cheio do Espírito (cheíssimo ao ponto de ser considerado O HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS!). Essa tem que ser nossa inspiração, nossa fonte: o Espírito. 
Hermanos, estar cheio do Espírito causa impacto em quem esta perto, seja cristão ou não. Já aconteceu de você estar no meio de uma roda de conversa e do nada alguém lança aquele palavrão e, mais do nada ainda, sem você mover um músculo, o cara vira e te pede desculpas?!? Claro que num é sempre que rola isso...haha, mas...
Dica pra se encher do Espírito = BIBLIA... JEJUM... ORAÇÃO... E LOUVAR A DEUS EM QUALQUER SITUAÇÃO!
Comecei esse texto falando sobre musica por causa desse som que eu ouvi e reclamo porque eu que deveria ter escrito essa música!...hahaha
CHOREM NA RAMPA COM A LETRA!

O QUE DIZER

O que dizer
Pra tocar o teu coração
E te surpreender
Se tudo conheces de mim
Bem antes de eu falar
Não tenho em mim
Palavras pra te convencer
Se até o desejo
De te adorar vem de ti
Sou só uma criança
Me ensina o que fazer
Sinceramente, eu não sei
Por que me escolhestes pra ti
E que valor teus olhos viram em mim
Pode alguém como tu
Amar tanto alguém como eu
E me enviar pra ir em Teu nome.
AGORA CHOREM O TRIPLO NAS INVERSÕES DE ACORDES DESSE TECLADISTA!!!HAHAH
Esse cara pra mim ta no ranking com as 10 melhores intro de teclado do mundo!
Deus abençoe quem quer ser abençoado!
Rodrigo Scalco

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Todo ser que respira... (5)

Aleluia! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder.
Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza.
Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa.
Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas.
Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes.

Todo ser que respira louve ao Senhor. Aleluia.

Salmo 150









Quem deve louvar a Deus?


De tudo o que foi visto até aqui, deduzimos que o autor tinha um público específico em mente quando escreveu o Salmo 150: os levitas. Os levitas eram os encarregados dos vários serviços de manutenção do Templo, bem como pelo cuidado dos procedimentos litúrgicos, e eram os encarregados da música, como cantores e instrumentistas. Esses, com frequência, se desviavam dos propósitos, e amiúde devam péssimo testemunho. A tal ponto chegou a péssima fama deles que quando Jesus se refere aos levitas, o faz de maneira muito pejorativa, como no caso da Parábola do Bom Samaritano (ver Lc 10): o levita foi um dos que passou de largo daquele que havia ca[ido nas mãos do salteadores.
Ao que parece, os tais levitas tinham a tendência de achar que somente eles é que sabiam e podiam louvar a Deus adequadamente. Talvez se achassem mais espirituais, ou mais dignos, ou mais capacitados que os demais fiéis.
O salmista põe termo a essa presunção, explicitando quem são aqueles que podem e devem louvar ao Senhor: "Todo ser que respira". E ponto final. Para louvar a Deus não dependemos dos levitas,  nem quem quer que seja: basta que estejamos vivos/as. Aliás, a nossa própria vida é que é o nosso verdadeiro louvor. O louvor não é o dizemos, nem o que cantamos, nem os instrumentos que executamos: o louvor é a vida que vivemos de amor a Deus e ao próximo.
Dito isso, devemos então reconsiderar e assumir que os verdadeiros destinatários do Salmo 150 somos todos nós, que recebemos de Deus o fôlego de vida: "Porque nele vivemos, nos movemos e existimos" (At 17.28).


Aleluia!


Extraído do livro "Todo ser que respira... a missão da música na igreja", de autoria de Luiz Carlos Ramos. Editeo/Igreja Metodista

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Todo ser que respira... (4)

Aleluia! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder.
Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza.
Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa.
Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas.
Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes.
Todo ser que respira louve ao Senhor. Aleluia.

Salmo 150



Como Deus deve ser louvado?


Já sabemos a quem louvar, onde louvar e por que louvar. Mas, como devemos fazer isso? A resposta do salmista é muito criativa. Ele sugere que tomemos como paradigma a estrutura de uma orquestra.
Uma orquestra convencional, guardadas as devidas distâncias e diferenças entre as modernas e as dos tempos bíblicos, é constituída essencialmente por instrumentos de (1) sopro (madeiras e metais), (2) cordas e de (3) percussão.
Ora, todas essas classes de instrumentos são mencionadas pelo salmista:

  1. Sopro: trombetas (metais) e flautas (madeira);
  2. Cordas: harpas, saltério e instrumentos de cordas;
  3. Percussão: adufes (tipo de pandeiro) e címbalos (tipos de pratos, percutidos un contra o outro).
Nota-se que a ideia aqui apresentada não é, evidentemente, que cada instrumento se governe autonomamente e que todos se manifestem em um cacofonia (som feio ou desagradável) insana e competitiva, mas em perfeita harmonia, em mútua cooperação - como o apóstolo Paulo recomenda aos Romanos (15.6): "para que concordemente [num só coração] e a uma voz glorifiqueis a Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo."
Disso infere-se que a variedade e a multiplicidade de dons e talentos podem e devem estar a serviço do culto e da adoração. As diferenças somam, quando colocadas a serviço da harmonia conduzida pelo grande Mestre e Maestro do universo.
Chama a atenção também a referência sem paralelo, que o salmista faz às "danças", no versículo 4. O autor redige uma sequência de paralelismos deixando a dança como elemento central e único:


A - Trombetas (sopro)
B - Saltérios (cordas) - neste caso, tipo de instrumento de cordas dedilháveis, semelhante à cítara.
B - Harpa (cordas)
A - Flautas (sopro)
C - Adufes (percussão) - tipo de pandeiro, feito de madeira leve com membranas retesadas de ambos  os lados.
D - Danças
B - Instrumentos de cordas (cordas)
A - Flautas (sopro)
C - Címbalos sonoros (percussão) - instrumento de percussão constituídos de discos de metal, pendentes na posição horizontal, que se percutem um sobre o outros; pratos.
C - Címbalos retumbantes (percussão) - semelhante aos sonoros, mas maiores. Os sonoros se utilizam nos dedos, como castanholas, os retumbantes com as mãos.


Essa estruturação literária, com base em paralelismos, é frequente na cultura semita e recebe o nome de Quiasmo. A sutileza do sistema está justamente naquele elemento que fica desparceirado, sozinho. A rigor, é justamente esse elemento solitário que constitui no central ou mais relevante da estrutura narrativa.
Se este for o caso deste salmo, então, deve os rever o nosso jeito de interpretá-lo. Para a nossa cultura (ocidental), a maneira como a "dança" é mencionada não parecia indicar ou sugerir qualquer destaque. Mas, se levarmos em conta a estrutura semita, então todo o peso recai justamente sobre a "dança" (mahol, em hebraico).
Curioso é que, ao longo da história, a Igreja tenha sistematicamente combatido esse tipo de expressão artística, por associá-la com o que se passava nas festas pagãs. No entanto, é só procedermos a uma análise honesta que concluiremos, com facilidade, que o problema não está na dança em si, mas com o sentido e no propósito com os quais se dançam.
Dançar, segundo os dicionários, é movimentar o corpo com intenção artística, obedecendo a um determinado ritmo musical ou como forma de expressão subjetiva ou dramática. Portanto, a arte, que é o que nós temos de mais próximo de Deus na cultura humana, oferece múltiplas possibilidades para expressarmos objetivamente os nossos sentidos, sensações e intenções subjetivas.
Naturalmente, se a "intenção" é necessária para que a dança seja arte, não faz sentido uma movimentação aleatória e vazia de significado. A dança deve ser, portanto, inteligente e inteligível.
É, igualmente, expressão coletiva. Essa dança da qual fala o Salmo 150 reporta-se às evoluções coreográficas realizadas pelo povo em suas festas e solenidades, e que eram realizadas, portanto, coletivamente e de maneira sincronizada, de modo que os corpos humanos chegavam a formar "desenhos em movimento".
Mas o que há de mais significativo nesta menção à dança é o fato de que o salmista traz o corpo para o culto. Sim, aquilo que durante séculos foi negado, na maioria ds contextos religiosos cristãos, é de vital importância para a espiritualidade bíblica. No entanto, essa centralidade do corpo não deveria causar estranheza nem provocar rejeição, uma vez que a principal doutrina cristã é justamente a da encarnação do Verbo: Deus se fez corpo em Cristo. Desde então, a negação do corpo deveria ser encarada como heresia, como o faz o autor das epístolas de João: "Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus" (1 Jo 4.2). Os que pensam diferentemente são anticristos, contra Cristo; "e todo que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo" (1 Jo 4.3).
A dança está no centro hierárquico do "como cultuar" porque mesmo que não tenhamos uma orquestra, nem órgão, nem violão nem mesmo uma flauta... e mesmo que a própria voz nos falte, ainda assim temos os nossos corpos para adorar a Deus. É com o corpo todo que cumprimos o grande mandamento: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e [não nos esqueçamos do outro lado da moeda]: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Lc 10.27).


Extraído do livro "Todo ser que respira... a missão da música na igreja", de autoria de Luiz Carlos Ramos. Editeo/Igreja Metodista