domingo, 17 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Adoração: Um estilo de vida (3 de 3)
Por Asaph Borba
(final)
O que deve
caracterizar o adorador não é a sua maneira de cantar e louvar, mas, sim, o
profundo amor para com Deus. O que mais me chama a atenção nas vidas de homens
como Abraão, Davi, os profetas e os discípulos de Jesus, é o profundo amor que
deles fluía para com Deus. No Salmo 18.1 Davi expressa: “Eu te amo, ó Senhor”. Jesus
externou o seu incondicional amor ao Pai, através de um viver inteiramente
voltado à obediência. O amor ao Pai enriqueceu sua vida de devoção, adoração,
submissão e, principalmente, na obediência e sacrifício – “A minha
comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua
obra” (João 4.34).
Adoração é uma resposta dada ao constante amor de Deus por
nós. Esse amor deve ser incondicional, tal como foi o amor de Abraão para com
Deus, dispondo-se entregar, em um sacrifício, o seu próprio filho. Foi, assim,
da mesma forma e com a mesma intensidade de amor para conosco, que Deus deu ao
seu próprio Filho para nos substituir no holocausto da cruz.
Amar a Deus acima de
tudo
“Eu amo o Senhor, força minha” (Salmo 18.1).
O que deve
caracterizar o adorador não é a sua maneira de cantar e louvar, mas, sim, o
profundo amor para com Deus. O que mais me chama a atenção nas vidas de homens
como Abraão, Davi, os profetas e os discípulos de Jesus, é o profundo amor que
deles fluía para com Deus. No Salmo 18.1 Davi expressa: “Eu te amo, ó Senhor”. Jesus
externou o seu incondicional amor ao Pai, através de um viver inteiramente
voltado à obediência. O amor ao Pai enriqueceu sua vida de devoção, adoração,
submissão e, principalmente, na obediência e sacrifício – “A minha
comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua
obra” (João 4.34).
Quando falo sobre o amor, falo do amor “de Deus
derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi
outorgado” (Romanos 5.5), amor que nos leva a uma comunhão que nada deste
mundo pode quebrar.
Paulo, em Romanos 8.35, faz uma pergunta: “Quem nos
separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou a perseguição, ou
fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?”, e concluí nos versículo 38 e
39: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os
anjos, nem os principados, nem as cousas do presente, nem do porvir, nem os poderes,
nem as alturas, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá
separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.
Se esse amor está em nós, nosso coração transbordará em
louvores.
Entendo que esse amor do qual Paulo fala é um amor
sobrenatural, que é a expressão da presença do Pai que vive em nós. É esse amor
que nos compele a amá-lo acima de todas as coisas. A prescrição de Moisés ao
povo sob sua liderança foi: “Amarás, pois, ao Senhor teu
Deus” (Deuteronômio 11.1).
É pela graça que, agora, nós podemos amar a Deus através do
Espírito Santo. A minha constante pergunta é: O que é amar a Deus e, quanto eu
o amo?” O nosso amor é provado quando passarmos por provações. Por exemplo:
Quando não estamos bem financeiramente, isto interfere no nosso amor?
Interferindo, então, precisamos rever os fundamentos nos quais edificamos o
amor que dedicamos a nosso Pai Celestial.
Adoração é uma resposta dada ao constante amor de Deus por
nós. Esse amor deve ser incondicional, tal como foi o amor de Abraão para com
Deus, dispondo-se entregar, em um sacrifício, o seu próprio filho. Foi, assim,
da mesma forma e com a mesma intensidade de amor para conosco, que Deus deu ao
seu próprio Filho para nos substituir no holocausto da cruz.quarta-feira, 13 de junho de 2012
Adoração: Um estilo de vida (2 de 3)
Por Asaph Borba
(continuação)
O relato de Mateus 4.10 sobre a tentação de Jesus, apresenta
a resposta de Jesus ao diabo: “ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás
culto”. Jesus usou as palavras de Êxodo 20.4,5 onde se encontra a ordem de Deus
ao povo de Israel de que, só a ele, deveriam adorar e prestar culto. A
constante vontade de Satanás é roubar o que só a Deus é devido – a adoração e o
louvor. Mesmo sabendo que fomos criados para o louvor e glória do Deus vivo [“a
fim de sermos para louvor de sua glória, nós, os que de antemão esperamos em
Cristo” - Efésios 1.12], o inimigo busca de todas as formas, deturpar o culto a
Deus, limitando-o à formas e costumes, amoldando-o à cultura e aos padrões
humanos, impedindo que se expresse o desejo do coração de Deus.
O porquê da Adoração
O relato de Mateus 4.10 sobre a tentação de Jesus, apresenta
a resposta de Jesus ao diabo: “ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás
culto”. Jesus usou as palavras de Êxodo 20.4,5 onde se encontra a ordem de Deus
ao povo de Israel de que, só a ele, deveriam adorar e prestar culto. A
constante vontade de Satanás é roubar o que só a Deus é devido – a adoração e o
louvor. Mesmo sabendo que fomos criados para o louvor e glória do Deus vivo [“a
fim de sermos para louvor de sua glória, nós, os que de antemão esperamos em
Cristo” - Efésios 1.12], o inimigo busca de todas as formas, deturpar o culto a
Deus, limitando-o à formas e costumes, amoldando-o à cultura e aos padrões
humanos, impedindo que se expresse o desejo do coração de Deus.
A adoração que Deus esperou do povo de Israel ele, agora,
procura encontrar na vida da Igreja. Sutilmente, a idolatria com seus ídolos,
em diferentes formas, infiltraram-se no culto da cristandade, corrompendo o
entendimento dos líderes e do povo que lhe pertence.
Ao longo dos anos, tanto a forma de culto, tanto a pagã como
a judaica, centralizou-se nos templos. A fé cristã lançou a noção de que os
discípulos de Jesus são templos vivos, onde Deus habita. A Palavra declara:
“Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”
(I Coríntios 3.16). Muitas vezes essa noção foi perdida, e o povo de Deus
tornou-se dependente do sacerdócio daqueles que, comumente, são denominados:
“ministros de louvor”. Com isso, perdeu-se a espontaneidade de cada pessoa
adorar e louvar individualmente. Parece-nos que voltamos ao tempo em que, para
haver adoração, era preciso ter locais próprios para isso, um sacerdócio
especial, imagens e ídolos, intermediando o louvor a Deus. Perdeu-se a noção
dada os remidos da “intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de
Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela
sua carne, e tendo o grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com
sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado da má
consciência e lavado o corpo com água pura” (Hebreus 10.19-22).
Hoje, o Pai está restaurando toda a verdade e, em especial
uma viva vida de relacionamento dos seus filhos com ele. Assim, toda a
intermediação está encerrada, pois, Jesus Cristo é o único intermediário entre
os salvos e o Pai Salvador. Por todo o mundo está surgindo um novo culto de
verdadeira adoração àquele que disse: “ninguém vem ao Pai senão por mim” (João
14.6). Quando Jesus focaliza ao Pai, ele focaliza a si mesmo, pois ele disse:
“Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.9) e, também, focaliza o Espírito Santo –
“o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome” (João 14.26). A Trindade
Santa deve ser o único foco da verdadeira adoração.
Por diversas vezes já fiz a pergunta: porque devemos adorar
a Deus? Essa pergunta invade o meu coração, pelo fato de entender que Deus é
suficiente em si mesmo. Sua grandeza e majestade possuem o mais alto grau de
expressão. Para Deus ser completo ele não necessita do que lhe possamos
ofertar; ele não precisa de nossos sacrifícios de louvor e adoração para se
rejubilar e se sentir feliz; ele não requer nosso amor para sentir-se amado,
pois nele está a fonte do verdadeiro amor. “Deus é amor” define João (I João 4.16).
Antes de nos criar, ele já existia em sua plenitude e era completo com o Filho
e o Espírito Santo. Juntos participavam da plenitude eterna. Eis a razão de
dizermos que o Pai não se preocupa com a adoração, mas, sim com os adoradores.
Para Deus ser completo não necessita do que lhe possamos
ofertar; nem de nossos sacrifícios de louvor e adoração para ter alegria e
sentir-se feliz; ele não precisa de expressões de amor para sentir-se amado,
pois, ele é o próprio amor (I João 4.8). Antes de nos criar, ele já existia em
sua plenitude e era completo com o Filho e com o Espírito Santo. Perfeitos em
unidade eles participam de uma eterna plenitude. Juntos, são a plenitude em
todas as coisas, inclusive de toda adoração, alegria e júbilo. Eis a razão de
pensar de que o Pai não procura adoração, pois a adoração preenche todo o céu.
O profeta Isaias diz: “eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono,
e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada
um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com
duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o
Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia de sua glória” (Isaias
6.1-3). Os céus estão repletos de adoração, Deus procura por filhos que o
adorem.
Quando medito sobre isso, vem ao meu coração que, acima de
tudo, existe algo na adoração que é de importância vital, não para Deus, mas,
para os adoradores. E, se ele procura adoradores é porque o seu amor quer que
as suas criaturas, na terra, participem de uma preciosa comunhão com o seu
Criador. É a atitude da criatura, em seu livre arbítrio que determinará ser ou
não um adorador. Deus nos deixou com essa opção. Ele que governa todas as
coisas poderia ter feito o homem como um adorador nato, tal como os anjos são.
Mas, assim não fez, porque quer uma adoração que parta, livre e
espontaneamente, do coração humano.
Deus nos deixou a opção de adorar ou não adorá-lo. Ele que
tem em suas mãos todo o governo poderia fazer com que toda a criação fosse de
adoradores, tal como são os anjos no céu. Mas, ele não fez assim, deixou-a
livre para fazer uma ou outra coisa. O adorador é aquele que faz uma opção por
Deus, opta por Jesus como seu salvador e pelo seu reino; opta em ter uma livre
comunhão com Deus, que não é imposta pela vontade divina, mas é uma livre opção
de amor! A parte de Deus sempre é perfeita e completa, seu amor é
inquestionável, mas, ele espera uma atitude recíproca de nossa parte. A
verdadeira adoração é uma opção do nosso amor abrindo-se ao amor de Deus!
Qual é nossa opção? Deus governa sobre todas as coisas, mas
deixa-nos adorá-lo ou não. A atitude correta é amá-lo e adorá-lo! A adoração é
algo que satisfaz e alegra o coração de Deus, mas beneficia também o adorador,
pois esse, ao optar em agradar a Deus, cumpre a sua parte nesse enlace de amor.
A adoração sempre emana do amor. É o amor que lhe dá conteúdo. E, como Deus
quer ser amado por nós! O que dá eficácia à adoração é o amor. Ele dá conteúdo
a nossa adoração e expressa, de forma bem clara, a aliança e o compromisso que
temos para com Deus e o seu reino eterno.
(continua amanhã).
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